Há um certo complexo muito português de achar que algo ganha automaticamente estatuto de “obra-prima cultural” no segundo em que recebe validação estrangeira. Se um projeto passa em Tribeca, em Cannes, num subúrbio de Berlim ou aparece em duas linhas num jornal inglês, de repente cá dentro trata-se como se tivesse sido descoberta a próxima revolução artística mundial.
É bonito ver a SIC a posar de elite intelectual internacional, como se fosse a versão portuguesa da HBO, quando o verdadeiro core business continua a ser: “E se a protagonista descobrisse que afinal o vilão é o próprio pai… outra vez?
... e já agora que falamos de gastar bem o dinheiro (coisa que o Estado português faz como nenhum outro!)... ou como diriam os Monty Python... and now for something completely different... "Fundação CCB assegura 2,5 milhões do PRR para requalificação e valorização...Projetores de iluminação cénica nos auditórios!"...
Há um certo complexo muito português de achar que algo ganha automaticamente estatuto de “obra-prima cultural” no segundo em que recebe validação estrangeira. Se um projeto passa em Tribeca, em Cannes, num subúrbio de Berlim ou aparece em duas linhas num jornal inglês, de repente cá dentro trata-se como se tivesse sido descoberta a próxima revolução artística mundial.
É bonito ver a SIC a posar de elite intelectual internacional, como se fosse a versão portuguesa da HBO, quando o verdadeiro core business continua a ser: “E se a protagonista descobrisse que afinal o vilão é o próprio pai… outra vez?
... e já agora que falamos de gastar bem o dinheiro (coisa que o Estado português faz como nenhum outro!)... ou como diriam os Monty Python... and now for something completely different... "Fundação CCB assegura 2,5 milhões do PRR para requalificação e valorização...Projetores de iluminação cénica nos auditórios!"...