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Avatar de Bernardo Vidal Pimentel

Apontar erros ou imprecisões pós-conciliares - de ambos os lados da barricada teológica, assim como o próprio Papa Bento XVI o fez - é uma coisa. Preferir a estética e a teologia da missa tridentina (rito antigo), em conformidade com o Vaticano em situações específicas (se demasiado específicas, seria outro tema...), é outra (temos a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro como exemplo não cismático e outras dioceses pelo mundo fora). Rejeitar dezenas de anos de oportunidade de reconciliação, desde a excomunhão dos bispos pelo Papa João Paulo II até agora, com a agravante da recusa de conversações com o Dicastério para a Doutrina e Fé e nomeação de bispos fora da alçada da Cúria, é diferente (e digo-o com a tristeza de irmão pesaroso e não com felicidade de irmão desdenhoso).

Concordo que existem inúmeras confusões na conversa de café e na comunicação social (em matérias de Igreja, habitualmente, não se destanciam assim tanto) e desequilíbrio de tratamento de matérias: nas inúmeras vezes que os Bispos Alemães, no seu sínodo próprio a fazer lembrar outros tempos de Protesto mas a caminhar no sentido oposto ao de Lutero, tentaram desviar-se de Roma, não me lembro de haver "matérias especiais" no Observador, como se diz ; confusão de SSPX com missa de rito antigo ; confusão de lealdade doutrinal com chavões de ultraconservadorismo (o que é que significa mesmo?).

Mas o sínodo da SSPX foi trilhado em pilotagem própria. Só nos resta chorar, bem-aventurados sejamos.

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Só os acompanho na divergência estética: o rito antigo tinha, de facto, outra dignidade. Mas a SSPX fez este número agora porque percebeu que já há tantos movimentos críticos do Vaticano que têm de recordar ao mundo que andam nisto desde 1970, ainda nem havia internet.

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